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Você sabia que jogar remédios no lixo comum polui e causa doenças?

Cada vez mais medicamentos são descartados de maneira errada no país: 86% da população admite jogar remédios no lixo comum ou no vaso sanitário, segundo pesquisa da Faculdade Oswaldo Cruz.

O hábito ameaça o Meio Ambiente: as substâncias contaminam com facilidade a água e o solo, causando prejuízos às plantas, aos animais e ao ser humano.

Quando medicamentos vencidos vão parar em aterros sanitários, há risco para os catadores, que podem fazer uso irregular dos produtos. Há prejuízo, também, para a segurança pública, já que há quadrilhas de traficantes especializadas em vasculhar o chamado lixo químico, segundo o superintendente de Saúde da Secretaria de Estado do Ambiente, Luiz Tenório.

Ao contaminar mares e rios, as drogas causam danos ao organismo de quem tem contato com a água. Também podem ‘matar’ bactérias benéficas e fragilizar árvores e plantas quando atingem o solo.

Rombo em cofres públicos

Em 2013, o Ministério do Meio Ambiente anunciou a aprovação da viabilidade técnica e econômica da implantação do sistema de logística reversa de medicamentos (compromisso dos fabricantes de receberem produtos descartados para destinação final adequada).

O documento está em elaboração e será debatido pela indústria, governo e municípios.

No Rio de Janeiro, a questão deverá ser discutida no início de 2014.

Autoridades no assunto estão sendo convocadas para fazer uma análise crítica sobre o problema na região. A ideia é criar uma própria legislação de logística reversa para o Estado do Rio.

Alternativas para o problema

Soluções existem, mas ainda não são disseminadas no país, como manipulação, fracionamento ou coleta seletiva.

O projeto Descarte Consciente, da Droga Raia, é opção para quem quer limpar a gaveta e se desfazer de remédios vencidos. “Verificando a demanda dos clientes e iniciamos o projeto. A resposta foi muito boa, tem sempre grande procura”, afirma o farmacêutico Cleber Bernardes, responsável pela iniciativa. “Todos os medicamentos são escaneados pelo código de barras e, com isso, conseguimos relacioná-los e definir o destino”, diz.

A capital fluminense e Niterói foram as primeiras a contribuírem com o programa no Estado do Rio, a partir de maio de 2011.

Hoje, há 20 pontos de descarte e arrecadação de mais de quatro toneladas de resíduos, desde o início da ação, incluindo a participação de Duque de Caxias e Volta Redonda.

Fonte: Portal iG

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